As Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) acusaram, na sexta-feira, o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) de violar um cessar-fogo proposto por Angola, afirmando que o grupo lançou ataques em diversas áreas do leste do país no início desta semana, causando vítimas civis. De acordo com um comunicado da FARDC, entre quarta e quinta-feira, combatentes do M23 realizaram ataques contra várias posições da FARDC na província de Kivu do Norte e contra diversas aldeias na província vizinha de Kivu do Sul, apesar do cessar-fogo proposto pelo presidente angolano, João Lourenço.
O exército acusou o M23 de minar os esforços de paz em curso e afirmou que continuará a respeitar o acordo de cessar-fogo proposto por Angola. Angola, que tem atuado como mediadora fundamental na crise da RDC desde 2022, propôs em 11 de fevereiro que um cessar-fogo entre o governo da RDC e o grupo rebelde M23 entrasse em vigor em 18 de fevereiro.
Em um comunicado divulgado em 13 de fevereiro, a presidência da RDC afirmou que o presidente Félix Tshisekedi concordou com a proposta "em um espírito de responsabilidade e desescalada" para buscar uma resolução pacífica do conflito, reafirmando o compromisso de Kinshasa com a estabilidade regional. O grupo rebelde M23 acusou o governo da RDC na quinta-feira de lançar ataques contra civis na região de Hauts Plateaux, em Kivu do Sul.
O M23 tomou a cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte, em janeiro de 2025, e Bukavu, capital da província de Kivu do Sul, no mês seguinte. Nas últimas semanas, confrontos foram relatados em várias áreas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, de acordo com fontes locais.



Nenhum comentário:
Postar um comentário