Ao longo de 2025, a Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) aprofundou significativamente o alcance, a frequência e a complexidade de suas atividades militares em toda a região Indo-Pacífica, consolidando uma tendência que vinha se acelerando nos anos anteriores. De acordo com um relatório recente do Projeto de Poder da China do CSIS, Pequim não apenas aumentou o número de exercícios e desdobramentos navais, mas também expandiu de forma constante as áreas geográficas em que opera, com foco claro em Taiwan, Japão e a Primeira Cadeia de Ilhas. Ao longo de 2025, a Marinha Chinesa aumentou e expandiu significativamente suas atividades militares em toda a região Indo-Pacífica.
Um dos eixos centrais dessa intensificação foi o Estreito de Taiwan e as águas circundantes, onde a Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) combinou patrulhas aéreas e navais, exercícios com munição real e manobras conjuntas de “bloqueio” marítimo-aéreo. Ao longo de 2025, foram registrados múltiplos episódios – em diferentes exercícios – nos quais navios de combate de superfície, submarinos e aeronaves chineses operaram simultaneamente nos setores norte, sul e leste da ilha, ensaiando cenários de isolamento e controle de acesso, em consonância com a doutrina chinesa de aplicar pressão sem cruzar formalmente a linha que separa os dois lados.
Monitoramento e exercícios japoneses além dos limites tradicionais
Paralelamente, o Japão permaneceu outro dos principais teatros de operações da atividade naval chinesa. Nesse sentido, o relatório destaca um aumento no trânsito de navios de guerra chineses por estreitos importantes, como Miyako, Tsushima e Tokara – passagens críticas para alcançar o Pacífico Ocidental a partir dos mares circundantes. Essas operações foram regularmente acompanhadas por unidades da Força Marítima de Autodefesa do Japão, refletindo uma dinâmica de vigilância que se tornou cada vez mais rotineira e que ressalta a importância estratégica da Primeira Cadeia de Ilhas como uma barreira tanto geográfica quanto militar. Com base nisso, a Primeira Cadeia de Ilhas — que se estende do Japão às Filipinas, passando por Taiwan — aparece na análise como um conceito operacional central para a Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) em 2025. Nesse sentido, as atividades registradas mostram um esforço deliberado para conduzir operações além dessa fronteira, projetando poder no Pacífico Ocidental e testando a capacidade da PLAN de operar a distâncias maiores, como visto em casos envolvendo a Austrália. Muitos desses destacamentos contaram com a presença recorrente dos destróieres mais modernos da China — Tipo 052D e Tipo 055 — juntamente com fragatas modernas e navios de apoio logístico, destacando a mudança para uma marinha capaz de projetar poder além das águas adjacentes. Outro elemento relevante mencionado pelo relatório foi a coordenação com outras forças, especialmente a Rússia — embora a análise observe que esses exercícios tiveram um escopo mais limitado em comparação com o foco em Taiwan e no Japão. Nesse contexto, afirma que, durante 2025, houve manobras conjuntas no Pacífico Ocidental e mares adjacentes, principalmente voltadas para a interoperabilidade e a defesa antissubmarino. guerra e defesa aérea. Como exemplo ilustrativo — e considerando o panorama regional mais amplo — o início de 2026 chamou a atenção devido ao exercício multinacional Vontade de Paz 2026, realizado na África do Sul em meados de janeiro, que envolveu não apenas a Rússia e a China, mas também o Irã.



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