Pelo menos 36 soldados nigerinos foram mortos em um ataque em grande escala realizado por combatentes jihadistas ligados ao Jama’at Nusrat al-Islam wal Muslimin (JNIM) em Makalondi, cidade fronteiriça entre o Níger e Burkina Faso, confirmaram fontes de segurança.
A agência de notícias Zagazola informou que o ataque ocorreu em 4 de fevereiro, por volta das 18h30, na região de Tillabéri, no Níger. Relatos preliminares indicam que os agressores invadiram uma posição militar, matando pelo menos 36 soldados e ferindo vários outros, alguns em estado grave. Segundo fontes, os atacantes apreenderam pelo menos 12 veículos militares equipados com metralhadoras pesadas, além de armas, munições e pertences pessoais. Um dos veículos foi encontrado destruído a poucos quilômetros do local do ataque. Em resposta à dimensão do ataque, o Chefe do Estado-Maior da Defesa do Níger, General Salifou Mody Barmou, visitou Makalondi em 5 de fevereiro para uma avaliação no local, sublinhando a gravidade das perdas humanas e materiais.
Em um incidente relacionado, terroristas do Estado Islâmico Sahel/ISWAP atacaram, por volta das 2h da manhã do dia 6 de fevereiro, um posto alfandegário na cidade de Kouré, região de Dosso, a cerca de 60 quilômetros ao sul de Niamey. Entre as vítimas, estavam um tenente da alfândega e um sargento do Serviço Florestal, ambos dados como desaparecidos, enquanto dois informantes da alfândega foram mortos.
Fontes de segurança disseram que um veículo da alfândega foi incendiado, outro foi levado e várias motocicletas foram destruídas durante o ataque. Entretanto, no Mali vizinho, os combatentes do JNIM também lançaram ataques coordenados contra posições da milícia Dozo em Nayo (região de Ségou) e Bandiagara (região de Mopti) entre 29 de janeiro e 3 de fevereiro, resultando em pesadas baixas entre as milícias pró-governo.
Relatórios indicaram que os grupos Dozo haviam alertado anteriormente que estavam cercados por terroristas e solicitaram a intervenção das Forças Armadas do Mali (FAMa), mas nenhuma resposta oportuna foi fornecida.
O JNIM intensificou as operações em todo o centro do Mali, bloqueando importantes rotas de abastecimento para Bamako e sitiando aldeias ligadas aos grupos Dozo, no que parece ser uma estratégia para enfraquecer a autoridade do Estado e forçar concessões políticas. A Aliança dos Estados do Sahel (AES), composta por Níger, Mali e Burkina Faso, anunciou desde então esforços renovados para combater o terrorismo por meio de uma força militar conjunta, enquanto os parceiros internacionais continuam a expressar preocupação com a deterioração da situação de segurança no Sahel.




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