25 agricultores são mortos por rebeldes ligados ao Estado Islâmico na República Democrática do Congo

 


Pelo menos 25 agricultores foram mortos em ataques noturnos perpetrados por combatentes ligados ao grupo Estado Islâmico no nordeste da República Democrática do Congo, disseram fontes locais e de segurança à AFP nesta segunda-feira.



As Forças Democráticas Aliadas (ADF) atacaram diversas aldeias isoladas entre a noite de sábado e o domingo nas florestas da província de Ituri, onde costumam cometer massacres, segundo essas fontes. “As vítimas estavam amarradas e foram atacadas com facões”, disse um trabalhador humanitário na região, que relatou ter visto mais de 20 corpos.


O leste da RDC tem sido devastado por três décadas de conflito, incluindo ofensivas recentes do grupo antigovernamental M23, apoiado por Ruanda, e das ADF, fundadas por ex-rebeldes ugandeses que juraram lealdade ao Estado Islâmico em 2019. Os ataques das ADF tiveram como alvo agricultores em seus campos perto das aldeias de Otmaber e Bwanasula, disseram as fontes. “As vítimas são todas agricultoras que tinham campos na região”, disse à AFP Leon Undemutau Manzaleke, um líder da sociedade civil local. 
Ele divulgou um número “provisório” de 25 mortos, que foi confirmado por fontes locais e de segurança. O ativista local de direitos humanos Christophe Munyanderu disse que “várias” pessoas também foram feitas reféns. Desde 2021, o exército ugandense está mobilizado em Ituri e na parte norte da província vizinha de Kivu do Norte para combater as ADF ao lado das forças congolesas. Mas a operação conjunta tem enfrentado dificuldades para conter a violência.

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