Os Estados Unidos atacaram a Ilha de Larak, no sul do Irã — a primeira ofensiva contra o país desde o final de julho —, conforme confirmado por uma autoridade americana à Al Jazeera.
Teerã prometeu retaliar o ataque de domingo. Os ataques ameaçam reacender o confronto militar num momento em que os EUA transicionam de uma campanha de bombardeios para uma estratégia de pressão financeira, enquanto a guerra EUA-Israel contra o Irã entra em seu sétimo mês.
A autoridade americana afirmou que os ataques visaram lançadores preparados para disparar foguetes carregados com minas em direção ao Estreito de Ormuz.
A agência de notícias iraniana Fars havia relatado que explosões foram ouvidas nas proximidades da ilha. Mais tarde, no domingo, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou o ataque perpetrado pelo "inimigo americano-sionista", informando que a ação resultou na morte e em ferimentos de vários soldados.
"Este ato receberá uma resposta dos filhos do Irã Islâmico e resultará na punição do agressor", declarou o IRGC em um comunicado.
Em uma declaração divulgada pela agência de notícias, o porta-voz do IRGC, Sardar Mohebi, acusou os EUA de cometerem "um erro estratégico e fatal", cujas consequências seriam pagas "tanto na esfera econômica quanto na militar".
Nas últimas semanas, os EUA têm reivindicado o controle da estratégica via navegável, afirmando que conseguem fazer passar milhões de barris de petróleo pelo estreito sob proteção militar, mesmo com o bloqueio imposto pelo Irã.
Ainda assim, ataques a navios em Ormuz têm sido relatados quase diariamente, e o Irã sustenta que o estreito está fechado.
Os ataques de domingo demonstram que os EUA ainda estão dispostos a utilizar força militar, apesar do foco em sanções para pressionar o Irã a fazer concessões sobre seu programa nuclear e as disputas pelo controle de Ormuz.
Anteriormente, o Irã respondeu a ataques americanos semelhantes lançando mísseis e drones contra bases militares que abrigam tropas dos EUA em países vizinhos.


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