Pelo menos seis pessoas morreram e várias outras ficaram gravemente feridas em um ataque na região rural do sudoeste da Colômbia, onde grupos armados estão envolvidos com o tráfico de drogas

 


A Colômbia enfrenta sua pior onda de violência em uma década, com ataques regulares de grupos guerrilheiros e outras facções rebeldes, particularmente em regiões remotas. Homens armados com "armas de curto e longo alcance" abriram fogo contra uma propriedade perto da cidade de Popayán, no departamento de Cauca, disse o secretário municipal Felipe Acosta em um comunicado à imprensa. Os atacantes "mataram uma pessoa que foi encontrada do lado de fora e outras cinco que foram encontradas dentro" da propriedade, acrescentou Acosta.


 A região, assolada por conflitos e produtora de coca, é disputada por dissidentes do agora extinto exército guerrilheiro das FARC. As autoridades disseram que não tinham pistas claras sobre os atacantes e estavam aguardando a entrada da polícia na área com o apoio do exército.






O ataque deixou um número desconhecido de pessoas "gravemente feridas", disse o prefeito de Popayán, Juan Carlos Muñoz, à emissora X. Com isso, o número de massacres registrados no país este ano chega a 36, ​​segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz) — um recorde desde que as FARC concordaram em depor as armas em um acordo de paz de 2016. O presidente de esquerda da Colômbia, Gustavo Petro, assumiu o cargo em 2022 com o objetivo de fechar acordos de paz com os diversos grupos dissidentes que lutam pelo controle do lucrativo comércio de cocaína na Colômbia. Mas, faltando quatro meses para o fim de seu mandato, nenhum progresso significativo foi feito em direção a esse objetivo.

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