Pessoas presentes afirmam que Lorenzo Salgado Araujo não colidiu nem usou seu veículo como arma antes de ser morto, ao contrário do que alegou o governo dos EUA.
Um advogado que representa três testemunhas da morte de um homem no Texas afirmou que elas contestam a versão do governo dos Estados Unidos sobre o tiroteio, protagonizado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
As declarações feitas na sexta-feira foram uma reação à morte a tiros de Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, durante uma abordagem de trânsito em 7 de julho, em Houston, Texas.
A morte de Salgado Araujo é a mais recente de uma série de óbitos relacionados a ações de fiscalização migratória sob a gestão do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem liderado uma campanha de deportação em massa desde o início de seu segundo mandato.
O advogado Hugo Balderas-Ibarra disse que os três homens que estavam na van com Salgado Araujo rejeitam a declaração do Departamento de Segurança Interna (DHS) de que o pai de três filhos "colidiu contra uma viatura do ICE" e "usou seu veículo como arma na tentativa de atropelar um agente do ICE".
Em vez disso, os três homens afirmaram que não houve colisão e que o agente do ICE abriu fogo pela janela do lado do passageiro.
"Depois de conversar com esses três homens que estavam no veículo com Lorenzo, não tenho dúvidas de que o que esses agentes do ICE estão dizendo é totalmente falso", disse Balderas-Ibarra.
"Em momento algum eles usaram a van para colidir contra os agentes do ICE, e em momento algum a vida desses agentes esteve em perigo."
Salgado Araujo e os três homens estavam a caminho do trabalho quando foram parados por agentes de imigração. Os quatro viviam nos EUA sem documentação, embora, segundo relatos, não fossem o alvo pretendido pelo ICE.


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