O assassinato de um chefe do tráfico em Tierrabomba é considerado ligado a uma reorganização do poder no narcotráfico na região. Informações obtidas pela revista Semana apontam para possíveis represálias e novos alvos.
O assassinato de José Danilo Oviedo Chacón, conhecido pelo apelido de ‘El Patrón’ (O Chefe), ocorrido em 5 de abril na ilha de Tierrabomba, em Cartagena, começou a revelar um contexto mais complexo do que o inicialmente divulgado pelas autoridades. Segundo informações publicadas pela revista Semana, o assassinato do traficante está relacionado a disputas internas e a uma possível reconfiguração das estruturas criminosas na região do Caribe. O incidente ocorreu em meio ao que foi inicialmente descrito pela polícia como uma briga entre indivíduos. No entanto, com o avanço das investigações, surgiram relatos que sugerem um encontro previamente combinado que terminou em violência.
Segundo fontes judiciais citadas pela Semana, “o vulgo El Patrón estava de férias com a família e alguns amigos quando seis homens chegaram em uma lancha. Disseram-lhe que ele tinha que ir com eles, acontecesse o que acontecesse. Os presentes resistiram. Precisavam falar com ele, aparentemente sobre um problema envolvendo carregamentos de drogas, mas isso não é certo”. No entanto, a situação escalou para uma luta que terminou com Oviedo Chacón sendo baleado no rosto, morrendo instantaneamente. Após o incidente, várias pessoas deixaram o local, o que dificultou a investigação inicial. É possível que organizações criminosas como o Clã do Golfo estejam por trás do crime.
De acordo com informações reveladas pelo referido veículo de comunicação, este homicídio não é um incidente isolado, mas sim parte de um processo de reorganização dentro do crime organizado no norte do país.
“As informações que temos indicam que a ordem para este crime partiu de uma reunião entre chefões do narcotráfico no Caribe colombiano; eles teriam inclusive dado instruções para assassinar outras pessoas, incluindo Jorge Eliécer Díaz Collazos, vulgo Castor, devido ao fracasso do processo de paz urbana com o governo de Gustavo Petro, e tudo isso aconteceria dentro da própria prisão”, afirmou a fonte.
O vulgo ‘El Patrón’ já havia sido processado por tráfico de drogas entre 2012 e 2014. Ele chegou a ser preso em 2013 durante a Operação Monterrey, na qual foi acusado de coordenar rotas de tráfico de drogas e participar de organizações criminosas. Os investigadores também o ligaram a organizações como Los Costeños, que tem influência em áreas próximas ao Rio Magdalena, utilizadas para o transporte de drogas.
“Diversas reuniões ocorreram entre chefões do narcotráfico no Caribe e vários ex-paramilitares para definir os rumos da reorganização de gangues criminosas em Barranquilla e no departamento de Atlántico. Poucas informações foram divulgadas, mas o que se sabe é que eles buscam ampliar sua influência em áreas onde as gangues Los Costeños e Los Pepes perderam o controle”, indicou a fonte.


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