Ataque da Força Aérea da Nigéria a um mercado no nordeste do país deixou mais de 100 mortos, segundo a Anistia Internacional

 


Mais de 100 pessoas morreram em um ataque aéreo realizado por aeronaves militares nigerianas contra um mercado no nordeste do país, anunciou a Anistia Internacional (AI) no domingo.

"A Anistia Internacional condena veementemente o ataque aéreo militar que matou mais de 100 pessoas na Área de Governo Local de Jalli Futchimiram Geidam, no estado de Yobe", disse o escritório nigeriano da AI na plataforma de mídia social X.


Segundo a AI, testemunhas relataram que três aeronaves militares bombardearam um mercado no sábado, enquanto o Hospital Geral de Geidam já recebeu 35 pessoas com ferimentos graves.

"Ataques aéreos não são um método legítimo de aplicação da lei sob nenhuma circunstância. Este uso imprudente de força letal é ilegal, ultrajante e demonstra o flagrante desrespeito do Exército nigeriano pela vida daqueles que deveria proteger", acrescentou a Anistia Internacional.


"Ataques aéreos não são um método legítimo de aplicação da lei sob nenhuma circunstância. Este uso imprudente de força letal é ilegal, ultrajante e demonstra o flagrante desrespeito do Exército nigeriano pela vida daqueles que deveria proteger", acrescentou a Anistia Internacional. A ONG exigiu que as autoridades nigerianas investiguem o incidente "imediatamente e imparcialmente" e garantam que os responsáveis ​​"sejam responsabilizados".

Força Aérea confirma bombardeios contra posições terroristas


Em um comunicado divulgado pela mídia local, a Força Aérea Nigeriana (NAF) confirmou ter realizado bombardeios contra posições terroristas no nordeste do país, mas não mencionou nenhuma morte de civis como resultado.

No comunicado, o porta-voz da NAF, Comodoro do Ar Ehimen Ejodame, descreveu os ataques aéreos como bombardeios de precisão que faziam parte de "uma operação coordenada de integração ar-terra" com tropas do Exército Nigeriano.

Esta não é a primeira vez que mortes de civis são documentadas em operações militares contra jihadistas ou grupos armados na Nigéria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário